Neurofisiologia Clínica: O Que Você Precisa Saber Sobre os Exames Neurológicos
- neuromarceloaureli
- 6 de jun. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 17 de fev.
Muitas vezes, o exame físico no consultório levanta suspeitas, mas precisamos "ver" como os nervos e músculos estão funcionando por dentro. É aí que entra a Neurofisiologia Clínica.
Diferente de uma tomografia ou ressonância (que mostram a anatomia ou "foto" do cérebro), a neurofisiologia avalia a função elétrica do sistema nervoso. Ela responde: "O nervo está conduzindo o estímulo? O músculo está respondendo? O cérebro está em atividade normal?".
Neste artigo, explicamos os principais exames e para que servem.
1. Eletroneuromiografia (ENMG)
É o exame que avalia a saúde dos nervos periféricos e dos músculos.
Como é feito: Divide-se em duas partes. Na primeira, pequenos choques elétricos (suportáveis) testam a velocidade dos nervos. Na segunda, uma agulha fina capta a atividade elétrica do músculo em repouso e contração.
Para que serve: Diagnosticar Síndrome do Túnel do Carpo, hérnias de disco (radiculopatias), neuropatias (diabetes), ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) e miastenia gravis.
Dói? Gera um desconforto, mas é rápido e fundamental para definir o tratamento (cirúrgico ou clínico).
2. Eletroencefalograma (EEG)
Registra a atividade elétrica do cérebro.
Como é feito: Eletrodos são colocados no couro cabeludo com um gel condutor. O paciente fica deitado, relaxado, e pode ser estimulado com luzes piscando ou respiração rápida.
Para que serve: Principalmente para investigar epilepsia (crises convulsivas), desmaios, alterações de consciência e distúrbios do sono.
Dói? Não, é totalmente indolor e não invasivo.
3. Potenciais Evocados
Testam a integridade das vias sensoriais (visão, audição, tato) até o cérebro.
Visual: Para neurite óptica (comum na Esclerose Múltipla).
Auditivo (BERA): Para surdez ou tumores do nervo auditivo.
Somatossensitivo: Para lesões na medula espinhal.
4. Polissonografia (Sono)
Monitora diversas funções durante o sono noturno.
Como é feito: O paciente dorme na clínica com sensores que registram EEG, respiração, batimentos, oxigenação e movimentos das pernas.
Para que serve: Apneia do sono, narcolepsia, sonambulismo e movimentos periódicos de pernas.
Quando o neurologista pede esses exames?
A Neurofisiologia é solicitada quando há sintomas como:
Formigamentos ou dormência persistente.
Fraqueza muscular inexplicável.
Perda de consciência ou "apagões".
Ronco alto e sonolência diurna.
Dor crônica que irradia (como ciático).
Conclusão
Os exames neurofisiológicos são ferramentas poderosas que, somadas à avaliação clínica, permitem diagnósticos precisos. Se seu médico solicitou um desses exames, não tenha medo. Eles são seguros e essenciais para guiar o melhor tratamento.

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